Lembra,
do chamado por ti em minha boca.
Lembra, da minha cara despida,
da nossa ânsia sentimental lasciva.
Do meu corpo aguado pelo teu nome,
dos meus lábios em seda cobrindo tua nudez.
Do meu olho molhado
do teu rosto dizendo tudo calado.
Lembro.
Lembra.
Do presente rubro de amor e dor que me deu
do presente puro e branco que lhe dei.
Pétalas guardadas por nossa fome
dizendo o que não tem nome.
Esqueça,
de ontem, daquele meu dito
pecando contra tua fé
de ser o que é, e bem sei, verdadeira.
Isso, esqueça.
Desse meu mal dito, que fez a tua fala,
em raiva, dizer coisas que fere e mata.
Esqueço.
Esqueça.
Isso de ontem, apenas ciúmes e terror
filho da sombra,
de vestígios da poeira daquilo que não largo em mim,
Você
Você
e Você
Catando meus ventos.
Meu Cata-Vento
Por
Brenda de Oliveira
em
16.5.09
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