Em quarto preto e branco.
Xadrez.
Rei e Rainha,
rosto colado
fios e pelos dados
mãos nos cabelos
peitos em beijo
sono em reino
sonho de travesseiro.
Luz aberta em som.
Os dois sem cor
mas com tom.
Como se fosse sempre a penúltima vez
ou antepenúltima
mas nunca a última,
Amor.
Antepenúltimo Poema
Por
Brenda de Oliveira
em
26.7.08
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Quadro

Folha. Pata.
Tronco, chão.
Casco e o cavalo.
Bosque e mão.
Entre esquadros, meu rosto pálido
enquadrado,
a moldura tampa minha visão dos lados.
Além do mais,
porque os olhos se enganam
e as coisas dizem além do que um olhar certo pode enxergar.
A pintura já constatou, mas ninguém viu,
que a visão ainda não ganhou olhos de presente.
Por
Brenda de Oliveira
em
17.7.08
4
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Bem Breve
Meu traveseiro hoje suspirará
nenhuma lágrima minha nesta noite
o acordará.
O amanhã virá e acordarei bem
sem lembrar de seu nome
e nossos cognomes.
Mas..
Por
Brenda de Oliveira
em
6.7.08
4
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