Segunda Narrativa Objetiva

Me calo.
Enrosco a garganta
me seguro.

Teu contorno
tua escrita
vai além da sua intenção querida,
é mais que sua letra poderia.
É menos que uma história,
pois ela ainda não se finda.

Mais que uma paisagem compactada em fotografia
de uma tristeza serena bonita
com um céu descendo
com um mar subindo.
De uma flor fazendo cena
para um solo distante
onde eu estou além de um instante.


Um comentário disso tudo
não responde todo sentimentalismo.
Não tiraria o suspiro constante
hospedado em meu meio
à dias desconfigurando meu peito.
Longe do sepulcro
nossas palavras e anseios.
Tua Narrativa Objetiva minha
nunca apagada,
indesfeita.

Te digo
mesmo quando me calo.
Te olho
mesmo longe de teus olhos.

6 comentários:

éden disse...

Meu vocabulário de elogios não é tão vasto...
Mas a srta. exala poesia.

vanessa disse...

como pode o silêncio dizer tanto?
adorei!
abraços
(www.vanessacamposrocha.zip.net)

Dario Duarte disse...

O silêncio é a coisa mão bonita que possuímos. E você o manipula de maneira delicada, como uma borboleta.

Ana Lívia Brasil disse...

Nem sempre possuímos palavras pra dizer o que realmente queríamos.. por isso deixo subentendido e vc sabe o que eu quis dizer...^^

Adoro mto vc..
=)

Ana Lívia Brasil disse...

Nem sempre possuímos palavras pra dizer o que realmente queríamos.. por isso deixo subentendido e vc sabe o que eu quis dizer...^^

Adoro mto vc..
=)

Anônimo disse...

vc em tão pouco tempo cativou um fã por varias qualidades suas.