
Folha. Pata.
Tronco, chão.
Casco e o cavalo.
Bosque e mão.
Entre esquadros, meu rosto pálido
enquadrado,
a moldura tampa minha visão dos lados.
Além do mais,
porque os olhos se enganam
e as coisas dizem além do que um olhar certo pode enxergar.
A pintura já constatou, mas ninguém viu,
que a visão ainda não ganhou olhos de presente.
Quadro
Por
Brenda de Oliveira
em
17.7.08
Assinar:
Postar comentários (Atom)
4 comentários:
Visceral! Quero morder essa poesia, me dá uma mão?
Lindo...
Cristiano Siqueira
Há tempos que eu não passava por aqui. Cada vez mais belo.
;*
"a moldura tampa minha visão dos lados" - Lindo.
O melhor é que na primeira estrofe o ritmo parece de trote de cavalo. Os cascos ritmados batendo no chão.
Perfeição no olhar e talento ao escrever...
Poesia retrato.. as palavras estão imortalizadas.
Parabéns!
Beijos
=)
Postar um comentário