Em quarto preto e branco.
Xadrez.
Rei e Rainha,
rosto colado
fios e pelos dados
mãos nos cabelos
peitos em beijo
sono em reino
sonho de travesseiro.
Luz aberta em som.
Os dois sem cor
mas com tom.
Como se fosse sempre a penúltima vez
ou antepenúltima
mas nunca a última,
Amor.
Antepenúltimo Poema
Por
Brenda de Oliveira
em
26.7.08
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4 comentários:
Caraca!!
Muito boa!!
Adorei!!
Não sei se gosto mais da musicalidade ou das palavras, ahh... Nem sei se dá para separar um do outro. Mas o poema é uma janela aberta, num dia bom. "Como se fosse sempre a penúltima", adoro isso que você faz.
Olá Brenda!
Puxa vida... muito obrigada pelos elogios.
Eu também fiz faculdade de Design Gráfico. Mas tive um "plus" por ter estudado na Escola de Belas Artes, o que deixou em contato direto com o desenho. Desde que entrei na faculdade, foquei em aprender a desenhar. Isso é uma construção constante, que se trata muito mais em "educar o olhar" que outra coisa.
É um fazer contínuo. Um eterno aprender a ver.
No que eu puder te ajudar, fique à vontade. Estamos todos no mesmo barco. ;)
Um abraço
Taline
ps: vc escreve muito bem! Parabéns!
'... sonho de travesseiro...', '... luz aberta em som... '... puxa, que versos lindos e interessantes... versos que se materializam em coisas inacabadas, ou melhor, que não desejam acabar...
ass. gleuber militani
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