Espera.

Sempre tive fadiga , desde após meu parto,
após o primeiro joelho ralado,
belas visões em quartos,
e choro calado.
Não é difícil do erro sangrar
depois que se aprende a chorar.
Virei objeto de espera.
Então apreça, me desassossega.

Beijar teu olho
Entoar teu coro
Suavizar teu verso.

Fadiga, fadiga. Isso me faz entortar.
Não por não ter abrigo
é por não caber no maior teto mesmo sendo o menor possível.
Saudade é saber nada quando o mais latente está a alma.
E ainda há muito do seu ato não cometido
que tem de ser por mim adquirido.
Ainda há um canto do corpo seu
por meus dedos não cobrido.
Detalhes ainda não vivido de um amor vivo.
Então apareça,
me aqueça,
em nossa terra do Cerrado frio.

3 comentários:

mayra. disse...
Esta postagem foi removida pelo autor.
mayra. disse...

atualizo, brendinha.

e fico feliz por ler coisas novas aqui, no cerrado frio.

Dario Duarte disse...

Sei lá. Soa alegre e triste. Feliz em amar. Mas é algo não realizado. É tão, tão... Mpb! E isso de "Cerrado frio", dá medo pelo frio, mas justamente pela necessidade de ser aquecido que surge no frio, é bom!