Você não se esgotas de si.
No banho de meu peito
ilho-me em um só coração
me derreio em um só corpo.
Seguro o peso seu na língua
despida de minha saliva
revestida de teu sabor.
Nos lábios uma cor rubra,
como minha rosa
como minha dor.
Abre céu
corta véu
corta pele
abre ventre .
Ainda hei lhe sentir.
Minhas mãos,
afobadas no afago de seu possível perdão.
Lhe colho no olho.
Desmorono,
desnudo teu choro.
Pois seria pecado de covardia imunda
dizer que somos em vão.
Quereres
Por
Brenda de Oliveira
em
14.1.08
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2 comentários:
eu não sou de elogiar os outros, mas você merece. grande poetisa!!
o.O
Estou realmente impressionado.
A srta é quem melhor escreve poesia nessa cidade.
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