O jantar está na mesa.
Fatias de você no prato,
à sua frente,
ainda gritando, gemendo
contorcendo,
derramando sangue infindável.
Faz de dedos algo que corta.
Se dobra, abre e desdobra.
Em um susto não surpreendente
vira do avesso.
Se dando à ceia
para um tempo sem data.
Ser poeta:
vomitar a falta que lhe preenche.
Ceia
Por
Brenda de Oliveira
em
26.11.07
5
comentários
Sou casta. Eu sei...
É que há uns vinte anos a programação de meus sábados
é desvirginar palavras novas.
Por
Brenda de Oliveira
em
5.11.07
1 comentários
Assinar:
Postagens (Atom)