O jantar está na mesa.
Fatias de você no prato,
à sua frente,
ainda gritando, gemendo
contorcendo,
derramando sangue infindável.
Faz de dedos algo que corta.
Se dobra, abre e desdobra.
Em um susto não surpreendente
vira do avesso.
Se dando à ceia
para um tempo sem data.
Ser poeta:
vomitar a falta que lhe preenche.
Ceia
Por
Brenda de Oliveira
em
26.11.07
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5 comentários:
São poemas e palavras que se deglutem... minha flor!
Muito bom! Poetas são sempre cheios de vazios...
=]
cuidado.
a poesia quase sempre vem acompanhada de gastrite, dona brenda.
Belo!
Cristiano Siqueira
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