Sobre poças d'água



Pare!
O asfalto disse aos pés.
Entre ele e a esquina do seu caminho um mar de espelhos.
Um filme de imagens pratiadamente belas de um tudo de um todo.
Teve medo.
Não de afogar. A vida já é um afogamento no tempo e em tempos.
Era medo de que em goles e goles daquela água impregnada de sua imagem, ele ficar encharcadode si.
Não se morre só da perda de si em si.
Também se morre da embriagues de si em si só


Brenda de Oliveira



*(Imagem: foto 'Uma pedra caiu' de Rita Apoena : http://www.pequenascoisas.org )

4 comentários:

Dario disse...

"Também se morre da embriagues de si em si só" Aqui tudo é feito lindamente.

Lucao disse...

de onde você veio
trazendo tanta inspiraçao pra mim...?
:)

lindas poesias, seus devaneios

Lucao disse...

mas cade você, que nao te vejo?
tem rosto, tem?

mcampos disse...

A "embriagues de si em si só" definitivamente me assusta e as vezes é presente em minha vida. Espero de coração que nãos estejas se sentindo assim agora brendinha,já estou com saudades de ti. muitos beijos