Infância

Quando se faz curiosa de si e entre visões de um mundo que se tem só seu, na ponta dos pés desfiz de meus pudores sem receio do que há de ser e vir.
Descarreguei nos brinquedos muitas vezes o fingimento de brincar para poder entrar em meu particular sem ter culpa.
Que já tão cedo fiz da minha solidão um acalento e de sonhos um deslizamento para o cotidiano natural. Os fatos não são meus mas o que está na memória ainda mais daquilo que não aconteceu isso sim é de ser muito meu e apesar de gostar dos ‘sim’ o ‘não’ também é de mim, que até hoje não me sou arrependimento.
Fiz de minha infância uma zona de serenidade em qualquer modo de pensamento e ato a ponto de não preocupar com o medo de imaginar, descobrir e ouvir e desde já rasguei com cílios minhas censuras.
Eu me aceito.

1 comentários:

Calaça disse...

Heeeeeeeeeeensga !!!!
MUITO foda.