Em corpo e ar

Sento
em qualquer beira
qualquer canto
vento
banco.
E me faço cadeira.

Eu, quase intacta
quase dura.
Serena
esfolio meus lamentos
de minha madeira.

Eu
me envernizando

3 comentários:

Ana Lívia Brasil disse...

Quem dera se eu fizesse dos meus pensamentos, minhas vontades...

Lindo..!!
parabéns...
beijo!

Priscila disse...

Ahh esse é um máximo!
Nem precisa de lengenda pra mim!
Saco?
Saco?


Cade o choro-luz?


=*

Hanisted disse...

Muito bonito o seu poema.